Como precificar produtos personalizados
Precificar "no achismo" é o que mais faz gente talentosa fechar as portas. Você trabalha muito, vende bastante — e no fim não sobra nada. A conta certa é simples, feita na ordem certa.
1. Material por unidade
Quanto de material entra em uma peça — não o pacote inteiro. Ex.: se a folha especial custa R$ 2 e rende 4 tags, cada tag usa R$ 0,50 de papel. Some papel, fita, cola, embalagem, tinta da impressora.
2. Seu tempo (o item mais esquecido)
Personalizado é trabalhoso. Se você leva 1 hora montando 20 caixinhas e o seu tempo vale, digamos, R$ 25/hora, são R$ 1,25 de mão de obra por caixinha. Se você não se paga, está financiando o cliente.
3. Despesas do negócio
Uma porcentagem pra cobrir: taxa da maquininha, transporte, energia, divulgação, desgaste dos equipamentos. Isso entra como um percentual sobre o custo.
4. Margem de lucro
Por fim, aplique a margem — o quanto você quer ganhar acima do custo (o markup).
Material R$ 2,00 + tempo R$ 1,25 + despesas ≈ R$ 0,75 = custo R$ 4,00
Margem pra dobrar → preço = R$ 8,00 · Lucro = R$ 4,00 por caixinha
Cobre a ARTE separado
A criação/personalização é um serviço à parte do produto. Cobre uma taxa de arte (que cobre a criação e as alterações). Assim, se o cliente pede 3, 5, 10 alterações, você não trabalha de graça — e o valor do produto não fica inflado pra quem só quer o item pronto.
Preço por unidade e por lote
Ofereça desconto por quantidade com consciência: 100 convites tomam mais tempo e material que 10, mas o custo por unidade cai um pouco. Calcule — não dê desconto que come seu lucro.
Deixe a conta com o Papelê
No Papelê você registra o custo dos materiais e ele calcula o preço sugerido, monta o orçamento e ainda controla o financeiro. Chega de trabalhar de graça.
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